
Dança, Eco-Mitologia, Criação Artística
Laboratório de movimento e prática bio-regional
17 Outubro a 22 Fevereiro
Qual a proposta?
A descida
O corpo não esquece que pertence a um lugar, que é atravessado por ciclos, que pisa um chão ancestral, que caminha entre o luto e o encantamento. Numa cultura secular que nos separa dos territórios vivos, o corpo é o fio que nos leva de volta. Da memória matriarcal da ibéria, herdamos práticas anuais de incorporação dos tempos da terra, que nos relembram parte interrelacional da paisagem, que as estações são metamorfose, que somos contidas por um corpo poroso e sensível que é atravessado por tudo que o rodeia.
Este é um convite a recordar que dançamos num chão vivo que dialoga connosco, a voltar a percorrê-lo com cada osso, músculo e vértebra para que o corpo se relembre parte da ecologia e de um tempo orgânico.
O corpo no lugar
O movimento como vínculo à terra
Este é um laboratório de presença sensível, de práticas corporais de movimento que devolvem o corpo ao lugar. Voltamos à memória dos ossos como fio que nos liga à teia viva que nos rodeia, mas voltamos também aos lugares que habitamos como parte integrante do movimento. Não basta recuperar a dança como relação profunda com a nossa sensibilidade e paisagens psico-emocionais, é preciso trazê-la de volta como prática de escuta ancestral do território onde nos movemos. Os pés em movimento pelo chão vivo nunca esqueceram esse diálogo, o convite é voltar a escutá-lo como parte integrante de cada gesto.
Esta é uma jornada pelo corpo que move para relembrar o vínculo à terra a partir da convocação: qual a relação profunda que convida ao gesto? Uma travessia de escuta dos nossos ossos em relação com os nossos lugares e um convite a que o movimento nasça entre os pés no chão e o coração. Através da educação somática e da dança organica e terapêutica, acordamos o corpo que se relembra parte de um território a partir das perguntas: Que território? Que mulher?
Acolheremos a descida como movimento de regresso à terra. O que nos conta este movimento que convida à fermentação, à decomposição, a ciclos de morte? Que convida a recolher, a regressar à toca, que convoca a escuridão como lugar fértil, também. Acolheremos o corpo no contexto. Como se relacionam as nossas paisagens internas com um lugar que decompõe? Como nos chega este convite de voltar a ser chão?
Que laboratório é este?
É um laboratório de movimento e criação artística a partir da escuta do território.
É uma fissura no tempo e no espaço onde brotamos, como as ervas pioneiras e relembramos as danças que nos devolvem o vínculo à terra. Remembramos o gesto e a criação como presença sensível e relação profunda com os lugares. Desenvolveremos uma pesquisa a partir do movimento e o regresso ao tempo orgânico, cíclico e regenerativo do corpo. Investigamos o corpo fértil mais que (re)produtivo, onde acolhemos todas as fases do pousio à fermentação do fruto, da compostagem à poda, da semente que fica à espera no útero da terra. É um tempo-espaço reflexivo que une a pele do corpo à pele do chão relembrando pertença.
Regressamos com força, foco e resiliência e em conjunto à dança como relação ancestral com o território onde nos movemos.
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Qual o convite?
Criar tempo e espaço de investigação no corpo e do movimento no lugar. Devolver à dança a relação profunda e ancestral com os territórios, os seus ciclos e eco-mitologias. Regressar à criação artística comunitária, como lugar de criação de vínculo humano e mais que humano.
Que a dança e o movimento sejam labor e oração na travessia da estação fria, na metabolização do que composta e acolhimento das paisagens internas psico-emocionais e paisagens externas que se transformam.
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5 imersões presenciais, sábados - das 10h às 17h
5 encontros online, segundas - das 17h30 às 19h30
Peregrinação sazonal
Mapeamento corporal da descida
Escuta profunda bio-regional
Investigação e partilha profunda
Criação artística em grupo
Educação Somática
Prática Eco-Mitológica
Movimento livre
Recursos de travessia
Imaginação Conectada
Aprendizagem Transformativa
Esperança Ativa
Educação Profunda
Ativismo Ancestral
Chão e coração
Criação como resiliência
Como acontece?
Mapas e Cartografias
Roda Pagã Ibérica
Equinócio de Outono
Tempo linear e tempo limiar
A colheita
A Boa Morte
A incubação do sonho
Solstício de Inverno
~ Quer integrar um grupo de mulheres para criação artística comunitária através do movimento;
~ Pretende devolver à dança chão vivo, lugar cíclico e entrelaçamento humano e mais que humano;
~ Deseja investigar o movimento como regeneração, sustentação de força e potência criativa;
~ Quer devolver ao movimento gestos de luto, sustentação de paradoxo e travessia pelo mistério;
~ Procura educação somática para que a criação em movimento e dança seja fonte de conexão com a teia da vida;
~ É apaixonada por dança e quer criar entre mulheres um movimentos artístico de relação profunda e resiliência;
~ Quer investigar a dança como prática ritual e conectada com as forças dos lugares que habitamos;
~ Acha que não sabe dançar e que a criação artística não é para todas.
Para quem?
Este é um convite a recordar que dançamos num chão vivo que dialoga connosco, a voltar a percorrê-lo com cada osso, músculo e vértebra para que o corpo se relembre parte da ecologia.
Imersões Presenciais
Das 10h00 às 17h00
Sábados
DATAS
Outubro 17, Novembro 7, Dezembro 12, Janeiro 23, Fevereiro 6
Encontros Online
Das 17h30 às 19h30
Segundas via Zoom
DATAS
Outubro 26, Novembro 23, Dezembro 21, Janeiro 25, Fevereiro 22
Local
Grupo pequeno e íntimo.
Vagas muito limitadas.
Como vai funcionar na prática?
Número de Pessoas
Inês Silva é educadora corporal, professora de movimento somático, investigadora independente em comunicação artística e práticas bio-regionais da terra.
Profundamente ligada à escuta do território onde nasceu, o Minho e do território onde vive atualmente, no Douro Litoral, tecendo fios de ligação com a ancestralidade que mapeia a Ibéria, as comunidades matriarcais de cuidado e de ligação sagrada aos lugares presentes nas eco-mitologias do mundo.
Apaixonada criadora de projetos educativos, terapêuticos e comunitários de regresso às sabedorias antigas de relação profunda, ritual, artística e medicinal com a cosmologia dos territórios como resiliência colectiva e possibilidade de imaginar novas formas de habitar o corpo e a terra, numa cultura moderna de policrises políticas, sociais e culturais.
A expressão artística surge no seu trabalho como linguagem de reparação de sentido coletivo numa sociedade profundamente individualizada, como gesto de regresso à interdependencia relacional de humanos e mais que humanos, como forma de reclamar o luto e o encantamento num tempo de desaparecimento diário de eco-sistemas biodiversos.
Co-criou a Ursa Parda como um convite à prática e escola em bosques autóctones, lugares de pedra e cursos de água da nascente do rio Leça, para cuidar a fissura ser humano-natureza e tecer formas de regresso, pertença e cuidado dos territórios.


Facilitadora
Inês de Araújo e Silva
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Marie Manuelle
Incrível, o Prof. Nuno é excelente guia e professor, simultaneamente firme e flexível, frontal mas muito atento e respeitoso dos estados e ritmos de integração dos conhecimentos pelxs alunxs. O maior valor foi a aplicabilidade do curso na vida e a presença e apoio do Professor entre as sessões.
Patrícia Araújo
Incomparável com outras experiências de desenvolvimento pessoal que frequentei. Levo comigo a responsabilidade de apoiar e cuidar do mundo onde resido com mais consciência, expressão emocional, demonstração de vulnerabilidade.
Testemunhos
Foster Hodge
A metodologia de exploração em grupo é incrível, uma combinação perfeita de elementos. Este tipo de profundidade de prática meditativa e contemplativa com a partilha e o apoio do grupo é realmente um ponto ideal. Gostei muito do compromisso de seis meses. O principal valor foi criar e manter a prática diária de meditação de uma forma muito mais profunda.
Fátima Caridade
Esta viagem de seis meses e uma prática semanal levaram-me a que a meditação fizesse parte da minha vida diária. Foi mesmo muito profundo.


Perguntas Frequentes
Qual o idioma em que vai ser dado o curso?
O curso será orientado em português, pois é um trabalho bio-regional de entrelaçamento com a ancestralidade do território.
Preciso de algum tipo de conhecimento prévio em práticas de corpo, dança e canto?
Não.
E se não conseguir participar no programa todo?
Não há problema. O ideal é que tenhas presente o nível de compromisso necessário. É fundamental participares em todos os módulos e concluires o percurso. A parte presencial do curso é vivencial e os exercícios práticos são irrepetíveis. A parte online vai ser gravada e poderás assistir posteriormente quando não tiveres oportunidade de vir.






O Curso Do Luto
Já conheces a nossa jornada de acolhimento à perda?
Durante seis meses sentamo-nos juntos com o que se transforma e dissolve, com a separação, o desapego, a morte; em nós e no mundo porque não há separação.
Imersão de 1 dia
Procuras fazer trabalho acompanhado durante um dia?
Facilitamos retiros diários, educativos e regenerativos em que podes aprofundar a tua prática pessoal com o acompanhamento exclusivo de um professor.




Queres praticar meditação connosco?
Sessões presenciais de duas horas que podes encaixar na tua agenda, onde criamos tempo e espaço para a prática exploratória e suportada de meditação.
Sessões 1:1 em formato presencial ou online
Suportamos a tua jornada de cura em consciência meditativa, através da escuta profunda e investigação sensível, criando espaço íntimo e tempo seguro.